Memórias dos avós

Portais de Memórias

Neste verão de janeiro de 2019, decidi voltar ao lugar de minhas lembranças: o sítio do “Barro Preto”, Rio Grande do Norte, onde viviam meus avós, por parte materna. Pela janela da Kombi velha que me levara por aquelas estradas de barro, em direção ao sítio, via os cajueiros, as majestosas mangueiras, as cabritas na beira das estradas.  O sol ardente e a poeira embaralhavam minha vista. Na estrada, via muitas porteiras. Porteiras que me levavam aos portais do passado. A cada porteira aberta, eu me aproximava mais e mais de minhas memórias e emoções. Tudo parecia estar no mesmo lugar, como os anos em que os visitara, na juventude, em

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Netflix: dos series vistas desde el estereotipo narrativo de Woman in Refrigerators (WIR)

En el proceso de investigación para mi próximo proyecto coreográfico encontré un concepto muy interesante, relacionado a la idea de la obra y que ha hecho que desde entonces analice también desde esta perspectiva las historias que llegan a mí por cualquiera de los medios narrativos a los que tengo acceso. “Gail Simone en 1999, creó un blog llamado Mujeres en refrigeradores o Women in refrigerators (WIR), aunque la elaboración del sitio web con dicho nombre, fue para criticar y hacer visible las inconformidades de un grupo de fans feministas de cómics, este es un estereotipo que lo podemos encontrar tanto en la literatura, la dramaturgia, la televisión, videos juegos

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Odailta Alves, uma escritora de “letras pretas”

“Com minha mãe, minha  avó, mulheres negras eu aprendi a ler o mundo”. (…) “Minha poesia sangra e mancha as páginas do colonizador”. Em 14 de julho de 1979, nasceu a menina Odailta, da barriga de Amara Alves, no bairro de Santo Amaro, Recife, Pernambuco. Desde menina até os 23 anos de idade, morou em uma comunidade muito pobre, em barraco, na favela de Santo Amaro, nos arredores do Campo do Onze, em Recife, compartilhando o mesmo espaço com mais oito pessoas da família. Naquele lugar, como tantas outras crianças moradoras das favelas, escapou das balas perdidas e das drogas que circulavam pelos becos, e de tantas outras violências que

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Las 4 y 20

  A las 4 y 20 terminaban las clases, quizás un poco después. Si algún profesor del 5to turno se quería hacer el gracioso podía dejarnos hasta mucho más tarde, lo que significaba en horario normal: llegar de noche a casa. Esa vez salimos temprano. O quizás era verano. No recuerdo bien. Lo que nunca olvido es ese sol abrazador que en algún momento de la tarde se detenía en un punto al final de la calle y casi te cegaba de tanto resplandor. La blusa blanca se pegaba a mi espalda y yo trataba de airearla a fuerza de abanicarme con una libreta escolar. ¡Gracias a dios llevábamos faldas!

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Mulheres na Travessia do Tempo

Guardo intacta em mim A casa que mandei Um dia Pelos ares E a reencontro em todos os detalhes Intactos e implacáveis   Adriana Calcanhoto De vez em quando nas caminhadas contemplando o mar e o céu, a imaginação é ativada e me ponho sem limites, sem controle a pensar, analisar e longe fico do lugar onde estou. Outras vezes, revisito o passado, ou revejo os caminhos. Segundo Barchelard em “A Poética do Espaço”, isso é o estado da “imensidão íntima” que nos habita, mas a dinâmica da vida diária, a rotina, nos aprisiona. Quando estamos no estado de solidão, a imensidão nos ocupa em forma de devaneios. No estado

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