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O tecno patriarcado midiático

Sandra Raquew Azevêdo      Que o remake de Pantanal tem sido fenômeno de audiência, muitos de nós sabemos. O que a gente não pára muito para refletir é como os estereótipos de gênero estão tão imbricados nessa narrativa. Comecei a assistir a novela para rever a paisagem do Pantanal, por ter vivido em Mato Grosso. A maior parte das pessoas que vive no país não conhece o ecossistema do Pantanal, mesmo estando localizado na região central do Brasil. O povo brasileiro de um modo geral não têm, pelos baixos salários, condições sequer de viajar pelo país. Por outro lado, muitos do que podem circular por aqui, optam por alguns países

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a velhice

A velhice aos olhos de Joana

O divertimento são os olhos. Era tanto do filho! Eu trabalhava para cuidar de dez filhos. Trabalhava de enxada, criava peru, plantava algodão. Fiquei sabendo do ocorrido. Ele era um homem muito duro. Jesus lhe perdoe a culpa. A família tinha muito medo dele. Ele não era um homem fácil, não! Coitadinha da minha irmã. Ai, meu deus! Deus o levou!Coitadinha de minha irmã. O que será dela agora? Coitadinha de minha irmã.Só Deus e os filhos por ela. Minha irmã era uma mulher bonita. Casou-se moça. Sofreu muito! Compadre não era um homem fácil…Era trabalhador. De tudo na vida, foi um pouco: agricultor, pedreiro, vigilante, construtor de casa. O

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Madame Toscana

Com um  cartão magnético abri a porta do quarto. Entrei, um susto! Um quarto de “madame”! Não que ele fosse chique, com requintes de nobreza. O quarto-suíte, por cinco noites, era  totalmente meu! Atirei-me sobre a cama, o corpo ficou pequeno sobre ela. Espreguicei-me todinha. Agora tinha um quarto todo meu. Já não era mais beliche, outros pés me chutando, outros corpos puxando os lençóis, outras cabeças roubando os travesseiros… brigas, gritos, raivas no puxa daqui, puxa dali. No inverno gelado daquelas paredes sem calefação, os corpos das manas esquentavam-se mutuamente! No verão, os corpos pegavam fogo, suadeira! O incômodo, a revolta da pobreza, da maternidade de todos os anos de

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Lazarito

Al altar de San Lázaro lo cubre una manta de satín violeta con ribetes dorados que se desliza a lo largo de los cuatros niveles que alcanzan casi el techo de la vivienda. En el primer nivel, justo en el piso, hay palanganas con agua y yerbas aromáticas. Luego le siguen las naranjas, rechonchas y algún que otro coco cortado a la mitad. En el medio comienzan las velas, muchas de ellas en platicos chamuscados donde la cera se va derritiendo a su antojo. Los dos últimos niveles del altar están reservados para los dulces: hay cocada, pastel de guayaba, flan de calabaza, dos cakes y turrones de dulce de

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Agostinha Vieira de Mello uma monja-poeta

Durante minha morada em João Pessoa, eu tive o privilégio de conhecer e desfrutrar momentos gratificantes com Agostinha Vieira de Mello, uma monja beneditina, bíblista e poeta. Uma bela monja-amiga e inspiração para nós Chimalmans – um grupo de mulheres estudantes de teologia (eco)feminista e de vivência da espiritualidade. Agostinha era uma monja especial, admirável que nos cativava com seu jeito amoroso de ser, pela escuta e por sua capacidade de abertura para as mudanças da vida e do mundo. Para falar sobre Agostinha, tivemos a alegria de conversar com Elinaide Alves de Carvalho, Rosemery Marinho da Silva, Roselei Bertoldo e Sandra Raquew Azevedo, que conviveram com ela na sua

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