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Una carta para no olvidar

Río de Janeiro, 20 de septiembre de 2020. Querida Malu, Olvidé lo que era escribirle a alguien, en seis meses sólo escribí lo que estaba destinado a los polvorientos cajones o cajas en el estante. Y la mayor parte de lo que escribo ni siquiera se convierte en una hoja de papel en blanco. La mayoría de los textos están pegados a las pantallas, al formato irregular de los sitios web y redes sociales. Casi no se habla de pandemia en los proyectos de ley que superviso en el Parlamento, como hace seis meses atrás. Nosotros somos los que aún estamos hablando de eso, nos esforzamos en recordar. Cuando me

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blog Malu setembro2020

Uma carta pra não esquecer

Rio de Janeiro, 20 de setembro de 2020. Querida Malu, Esqueci como era escrever para alguém, em seis meses só escrevi o que tivesse como destino as gavetas ou caixas empoeiradas da estante. E textos de trabalho. E a maior parte do que escrevo sequer chega a virar folha de papel mesmo, branco. A maioria dos textos ficam presos às telas, à formatação irregular dos sites e das redes sociais. Quase não se fala mais em Pandemia nos projetos de lei que monitoro no Parlamento, como acontecia há seis meses. Nós é que ainda falamos dela, fazemos questão de lembrar. Quando me formei em Ciência Política, tinha mais esperança quanto

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Livres para escrever, livros para voar

Cristina Lima, conta-nos sobre seu novo projeto: a criação da Livreditora. Nele ela colabora com as escritas de mulheres na revisão de textos, para fazer seus livros voarem. Se voce quiser conhecer mais sobre o trabalho dela, ouça o podcast e acesse o Instagram.

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Turrones de coco rallado

Me cubro la cabeza con la sábana y juego a no despertarme. Imagino que todos me suponen dormida y me divierto adivinando lo que sucede a mi alrededor mientras no estoy. No sé qué hora es, seguramente pasadas las diez. Esta mañana hay mucho movimiento en la cocina, como casi siempre. Puedo identificar las voces de Abuelo, de Tía y sobre todo la de Abuela. Puedo escuchar también sus pasos y hasta los gestos. Es lo bonito que tiene también esto de vivir en una casa sin puertas entre las habitaciones, donde lo público es privado y viceversa. Como en un segundo plano, detrás de las risas y las voces,

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Um encontro com Carla G. Batista e suas escritas

Malu: Olá, Carla. Seja bem-vinda! É uma alegria tê-la conosco no Terra Literária. Carla: Para mim também é uma grande alegria. Malu:  Estou muito feliz em ter você aqui conosco. Gostaria de saber um pouco sobre tua vida. Quem é Carla? Carla: Sou uma pessoa comum, que gosta muito de ficar em casa, e ao mesmo tempo de viajar, através dos diversos tipos de deslocamentos, inclusive os literários. Sou feminista, e acredito que vivo o feminismo, hoje, muito mais na minha forma de estar no mundo do que através da militância, na qual já estive envolvida de forma mais orgânica. Malu: Me fala um pouco sobre sua trajetória profissional e os

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gotas de felicidade

Gotas de felicidade

Era o meu primeiro inverno, em Liechtenstein. Os flocos de neve caiam sem cessar, tudo estava branco: as árvores, o chão, os telhados das casas… Enquanto eu esperava, na estação de trem, que me levara para o outro lado da fronteira da cidade onde vivo, me encolhia toda debaixo dos casacos grossos de inverno (Wintermantel). O frio doía nos ossos. O frio, refletido no silêncio das pessoas. Ao descer do trem, quando caminhava pela calçada coberta de neve, rumo à escola de alemão, senti que alguém me seguia silenciosamente. Uma voz tímida me chamava “Hallo, bist du Brasilianerin?”. Naquele momento, virei-me para trás e vi que era uma mulher elegante,

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